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sábado, 31 de março de 2012

3x01 - Os mistérios das palavras


Cada palavra traduz um sentido:
Dor,
Alegria,
Força,
Amor,
Compaixão!
A elas podemos grafar,
Bem ditas!
Uma expressão gráfica.
Para esclarecer sentimentos.
Palavras pedem interpretação!
Elas também podem transformar-se,
Em ação,
Atitude!
Quando uma palavra gera atitude,
Gera cultura!
 Vida.

A vida de Maria Aparecida Andrade é rodeada de palavras e ações. Momentos vivenciados que  foram  decifrando o valor de cada uma delas e assim, como uma verdadeira composição, transforma-se em um épico, uma saga, um livro repleto de  capítulos inspiradores.

quinta-feira, 29 de março de 2012

Maria Aparecida Andrade, é nosso personagem da terceira minissérie literária do Projeto Impressões Humanas. Em "Os mistérios das palavras" vamos nos encontrar com uma mulher de palavra forte, uma mulher de decisão e, por que não dizer, uma mulher de muitas vidas!

Aguardem!



Estamos em pleno vapor alinhando a próxima edição. Jomar Bellini já está selecionando as imagens, deixando sua imaginação voar, movido pelas expressões, enquanto escrevemos os textos e Mariana Panazzolo vai ajustando cada oração, milimetricamente. A isso dou o nome da primeira expressão da escrita na escola: composição!

Estamos compondo!

terça-feira, 27 de março de 2012

2x05 - A última valsa


A vida é cheia de fatos surpreendentes: bons, ruins ou simplesmente fatos e Maria Helena aprendeu a aceitar todos com serenidade.
E para coroar sua história repleta de chegadas e partidas, eis que a vida realmente a surpreende com a chegada de bisnetos gêmeos: Vítor e Eduardo, filhos de Patrícia, que ainda com pouca idade, já demonstram serem herdeiros autênticos e dotados da missão de fazer os inebriantes olhos azuis de Maria Helena irradiarem luz. Mesmo quando se cansa das mil aventuras propostas pelos dois garotos, fala com muito entusiasmo que eles lembram o marido e o genro falecidos; o Vítor tem a personalidade forte de Benedito; observador, bem mineirinho e já mostra ser um bom contador de histórias. Eduardo, assim como o vovô Sebastião, é dado e muito comunicativo, tipicamente carioca.

segunda-feira, 26 de março de 2012

2x04 - Fé no amanhã


Mércia - a filha de Maria Helena - em seu casamento
O carisma e a felicidade estão estampados até hoje nos penetrantes olhos azuis de Maria Helena. A vida lhe ensinou a perder e continuar com a mesma vivacidade e fé no amanhã.
Em 13 de setembro de 1986, Benedito faleceu num acidente de carro, deixando todos em choque.
Todos os familiares acreditavam que desta vez Maria Helena se abateria, mas ela continuou forte e confortou os filhos que não se conformavam com a perda do pai. Mas ela conseguiu driblar a dor e continuar a história com serenidade e a mesma elegância.

domingo, 25 de março de 2012

2x03 - Descompassos do coração


Eles continuaram a morar em Caldas em clima de muita amorosidade até que os infortúnios batessem na porta do casal. A filha Márcia Bárbara adoeceu e desafiou a fé de seus pais e dos demais familiares. O bom conhecimento de Benedito com os médicos da cidade e da região rendiam ao casal esperanças de encontrar uma solução para o mal que acometia a menina. No entanto, todos os esforços foram em vão e a menina faleceu deixando seus pais muito entristecidos.

sábado, 24 de março de 2012

2x02 - O Casamento


O primeiro filho homem da família Bretas & Cruz iria se casar. Todas as mulheres arrumaram as malas um mês antes e viajaram até Caldas para os preparativos do casamento. A felicidade era tanta, que todos os dias na casa dos familiares era uma festa recheada de reencontros, causos, histórias e muitas conversas sobre a vida. Contavam sobre os filhos que nasceram, os que estavam ficando mocinhos e as suas travessuras. Ao redor da mesa e do grande fogão as delícias eram preparadas.

sexta-feira, 23 de março de 2012

2x01 - A valsa infinita de uma vida


Essa é uma história que comprova a teoria:
Sim, existe amor à primeira vista!
E a valsa foi a grande madrinha.
E eles valsavam pelos salões,
E de primaveras em primaveras construíram uma vida.
O belo mulato era um grande sedutor,
Que com palavras doces embalava o coração de todas as meninas.
Mas, Maria Helena tinha uma força poderosa no olhar.
Bastou um para lançar seus encantos.
 Os olhos azuis inebriantes;
Chegavam sempre primeiro nos encontros,
Definindo sua presença!
E um simples pedido por uma letra de música;
Resultou em um número infinito;
De vezes em que Benedito
Cantarolou nos ouvidos de Maria Helena,
A tão famosa valsa de Santa Terezinha


quinta-feira, 22 de março de 2012


Nossa nova minissérie literária que começa a ser publicada amanhã, 23 de março, conta a história de vida de Maria Helena, uma mulher notável: “A Valsa Infinita de uma Vida!”
Para iniciar esse jornada, teremos a participação de um memorável: 

A valsa – Casimiro de Abreu

Tu, ontem,
Na dança
Que cansa,
Voavas
Co'as faces
Em rosas
Formosas
De vivo,
Lascivo
Carmim;
Na valsa
Tão falsa,
Corrias,
Fugias,
Ardente,
Contente,
Tranqüila,
Serena,
Sem pena
De mim!

segunda-feira, 19 de março de 2012

1x05 - Levar sem ir...


Caminhar pelas ruas do bairro Quilombo é presenciar o capricho dos seus moradores. Tudo ali tem pigmentos de arte, desde as flores dos jardins, nos bancos em frente às casas, na fala mansa do seu povo a prosear.  No meio desse cenário, observamos uma casinha toda esculpida em madeira.  Ao primeiro olhar, já dá para sentir um toque de mágica. A lembrança das casas de contos de fadas e que no seu interior reside um ser encantado.

domingo, 18 de março de 2012

1x04 - Sorte



Duas realidades cercavam a vida de Ditinho Joana, as histórias ouvidas e as esculturas que produzia. Mais do que nunca, a passagem do tempo ia mudando a rotina dos moradores. Os turistas chegavam à cidade em número cada vez maior e os moradores viam a necessidade de criar estruturas para melhor recebê-los, assim foram nascendo as pousadas, os artesanatos passaram a ser mais procurados e pessoas de vários lugares vinham em busca de inspiração na pequena cidade cravada na Serra da Mantiqueira.
Ditinho agora era um homem, que mantinha o sustento dos pais com o trabalho na roça e nas horas vagas dedicava-se mais do que nunca as suas criações.  Os troncos iam se transformando em personagens, cenas de histórias, as imagens em sua mente eram completamente registradas. Com uma delicadeza primorosa ia lapidando os detalhes do olho, da face, dos cabelos. Aos poucos a madeira ia ganhando vida e expressão e ele pensava em sua vida. “Ditinho você não casou até agora? Ih, esse não casa mais não!” A provocação do homem justamente em um enterro deixou Ditinho muito intrigado.

sábado, 17 de março de 2012

1x03 - Parece bicho, mas é madeira!


Montagem com foto de Márcia Nicolau
 “As histórias do meu povo ficaram esquecidas para sempre?” Essa era uma pergunta que o menino Ditinho sempre fazia.  Com uma perspicácia além da conta, ele observava a mudança dos costumes e tradições ao seu redor. Ele sempre pensava em como deixar esse registro para seus filhos e netos, pois os meios eram precários, fotos, rádios e jornais. Mas eles raramente se interessavam pelas histórias dos homens da terra. A melhor forma encontrada por ele era a arte, então inventava as estórias, cantava, ensinava as demais crianças a também cantar e mantinha sempre sua atenção a todos os movimentos ao seu redor.
Até que um dia, lá na roça ele se deparou com um pedaço de madeira que mudaria completamente a sua vida. “Olha só, esse galho possui figuras de animais.” Ele conseguiu enxergar ali, uma cabeça de girafa, uma de macaco, um leão. E por alguns minutos acreditou estar louco, ou enxergando coisas onde não devia. “Será que eu enlouqueci?”- questionou-se.

sexta-feira, 16 de março de 2012

1x02 - Oi Vó... Oi Ditinho...

Montagem com foto de Márcia Nicolau
A cidade é repleta de prosas e quem as conta são seus próprios moradores que não perdem a oportunidade de contar um “causo”. Como no caso da saga dos três irmãos, o amor proibido e traição que terminou em punição dos Deuses, a petrificação. Surgem daí as pedras do Baú, Bauzinho e Ana Chata, principais cartões-postais da cidade. Tem a história da sua colonização, na qual os imigrantes europeus, na rota dos Bandeirantes, passaram pelo local e se encantaram com o clima e as paisagens, que em muito lembravam a terra de origem. Ali eles permaneceram e fundaram um pequeno povoado. Outras histórias estão relacionadas à religiosidade do seu povo, a doação de terras para a construção de uma capela para o santo milagreiro São Bento. Tem também os filhos ilustres da terra como Miguel Reale; político, jurista e filósofo mundialmente conhecido e Plinio Salgado; político e escritor. Histórias não faltam no repertório do seu povo, mas as histórias que nos marcam é a da luta dos lavradores que extraíram da terra fértil o sustento diário, dos pecuaristas, das mulheres que cuidavam dos alimentos da casa e da educação dos filhos e nesse ciclo social de trocas e cuidados, formou-se uma cultura peculiar: a da simplicidade.

quinta-feira, 15 de março de 2012

1x01: Ditinho Joana, o escultor de estórias





Montagem em foto por Márcia Nicolau

Desejo de voar entre as montanhas e escorregar nos verdes vales, sentindo a brisa suave delicadamente acariciar o rosto. A paisagem é tão fascinante que somos transportados para um universo paralelo no qual a imaginação é guia nesse passeio pelas suas cachoeiras, para observar suas flores e se aventurar em escaladas, voo livre, trilhas, pesca esportiva, passeios de bicicleta, rapel ou apenas sentar e apreciar o movimento da vida, lá de cima, de onde se pode tocar no céu, respirar e se inspirar!

quarta-feira, 14 de março de 2012

Boas vindas

Montagem com foto de Jomar Bellini 


A tradução pode ser definida em sentimentalidades.
Sonhos compartilhados,
Ideias que nascem e brotam e são cultivadas,
Embaladas pelas histórias que ouvimos,
Contamos e passamos a viver.

Deixa de ser apenas conhecimento.
Transforma-se em sabedoria,
Vivências,
Projetos,
Construções,
Comemorações,
Diálogos,
Brindes...

Enredos são desenrolados,
Em todos os momentos da vida,
São nossas ações,
Compartilhadas,
Troca de olhares,
Aperto de mão,
Abraços,
Sensações e cheiros,
Execução dos sentidos.

Impressões Humanas são todos esses contatos,
Que ficam, se multiplicam,
E se reproduzem....

Aqui em palavras, atos e ações.
Vida vivida.
Eterna luz.
E Eternidade! 

Márcia Nicolau