O primeiro filho homem da família Bretas & Cruz iria se casar. Todas as mulheres arrumaram as malas um mês antes e viajaram até Caldas para os preparativos do casamento. A felicidade era tanta, que todos os dias na casa dos familiares era uma festa recheada de reencontros, causos, histórias e muitas conversas sobre a vida. Contavam sobre os filhos que nasceram, os que estavam ficando mocinhos e as suas travessuras. Ao redor da mesa e do grande fogão as delícias eram preparadas.
No almoço, café da tarde ou no jantar, lá estavam eles, reunidos para mais histórias que muitas vezes criavam aquela atmosfera de gargalhadas e risos, como também momentos de se lembrar dos que partiram e as saudades que geravam lágrimas e mais lágrimas. Eles choravam e minutos depois se lembravam de alguma história engraçada e davam boas gargalhadas.
Maria Helena trabalhava com uma senhora muito rica que lhe tinha como uma filha e a presenteou com todo o enxoval, além de lhe preparar para a nova rotina de vida como esposa e a orientou sobre os cuidados com a chegada dos filhos. Com as economias, eles compraram uma casa que reformaram do jeitinho que sempre sonharam para construir o seu ninho.
A alegria do jovem casal contagiava todos os integrantes da família e a cerimônia foi considerada um grande evento para os Bretas & Cruz que voltaram a se reunir.
Benedito e Maria Helena construíram uma vida embalada por bons sentimentos. Como eram jovens e muito influentes na sociedade de Caldas, sempre estavam nas festas, bailes, jantares e com os amigos desfrutando de uma vida simples, mas regada de muitas emoções.
Essa felicidade toda resultou na chegada dos filhos, nasceram Mércia Cristina, Márcia Bárbara e Marco Antônio em menos de quatro anos de casamento. O número de netos de Dona Benedita ia aumentando, a maioria deles chegaram ao mundo por suas mãos realmente benditas e como já era quase uma tradição, quando nascia uma nova criança, lá ia a Vó Lúcia embalar o novo “vizineto”.
Márcia Nicolau

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