Vamos começar essa minissérie de forma diferente.
Não é uma história e sim um enredo, se a gente quiser se atentar ao barulhinho ao fundo, percebemos que pode ser o primeiro passo para um bom samba-enredo. Diz assim nosso personagem: “Cada um tem um jeito de fazer. Eu primeiro busco a melodia, depois faço a letra sem me preocupar com o tema, depois vou encaixando o que tem que falar.”.
Então, seguindo as suas próprias regras, nós primeiro vamos achar um jeito de compor e a melodia ficará sempre a cargo dele, vamos ajustando as letras e tentando nos encaixar nesse samba e no seu verdadeiro enredo!
Ele nasceu na Mooca, bairro tradicional da cidade de São Paulo, mas ainda menino se mudou para Santos, uma cidade em constantes inovações. Foi lá que o menino Nívio Gaspar Rodrigues Júnior cresceu. Amante do Santos Futebol Clube, criado no terreiro da praia, aprendeu amar desde criança a liberdade, o jeito malandro de ser e as novidades.
Descendente de portugueses e espanhóis, quando perguntamos a ele o que ele tem dessas culturas, da sua forma define: “Meu pai sempre dizia que eu era burro feito os portugueses e teimoso como os espanhóis. Sabe o que eu realmente acho? Que herdei dessas duas raças o amor pelas mulatas”.
Amante da vida, da música e desenhista perfeccionista como o pai. Sim o pai de Nívio Júnior, o Senhor Nívio Gaspar era um excelente desenhista e como o filho adorava imitar e ao mesmo tempo desafiar o pai, logo foi se aperfeiçoando na técnica e na imaginação. Resultado: vários prêmios ainda na juventude em concursos de desenhos. O menino sempre surpreendeu o pai e começava a traçar as primeiras linhas da sua história, ou melhor, do seu enredo!
Dos desenhos à publicidade, ou melhor, à comunicação social, que passou a ter um novo destaque em suas criações. Santos ficou para trás e ele desfrutava os espaços culturais e festas da turma de comunicação da tradicional Cásper Libero. E assim ele foi fazendo “jobs” para várias agências de publicidade, criando logos, charges e muitas campanhas que sempre tinham um toque Nívio Gaspar de ser, a exemplo dessa que fez um tremendo sucesso e até hoje é lembrada nas horas mais inusitadas: “Não basta ser pai, tem que participar!”
“Essa campanha deve ter sido criada em 1988, mais ou menos, eu trabalhava na agência Sym, meu diretor de criação era o Pierre Rousselet. Foi um trabalho delicioso que acabou na boca de todo brasileiro e gerou um novo conceito em relação à função de ser pai.”

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