É, não tem como começar esse capítulo se não falar de uma das suas maiores paixões: as mulatas.
E foram elas que deram vida ao Zé. Ele se apaixonou perdidamente por Eliete, uma porta-bandeira da Camisa Verde e Branco e precisava arrumar uma forma de chegar junto da moça. Ele não pensou duas vezes: “Vou começar a compor samba e um especialmente para ela”. E foi assim que nasceu o Zé, por amor!
“Eu cheguei lá e logo me perguntaram: Qual é seu pseudônimo? Respondi: Eu não tenho! Meu nome é Nivio. E os caras insistiram: Aqui no samba todos tem um pseudônimo. Voltei a responder: Não quero ter um não, fica só Nivio mesmo. E eles retrucaram: Tem que ter um! Então foi aí que eu decidi: Coloca aí Zé. Todo brasileiro é um Zé, e eu sou brasileiro. Foi assim que eu pari o Zé. Isso aconteceu por volta de 1982, quando eu ganhei meu primeiro samba”
O Zé Nívio iniciou uma nova carreira e se transformou em compositor, cantor e carnavalesco e casou-se pela primeira vez com Eliete, que foi o envolvendo cada vez mais nas rodas de samba. Foi aí que ele começou a conhecer a nata do samba paulistano e começou a experimentar realmente o sabor de uma grande paixão!
O tempo foi passando, novas composições, novos companheiros de samba . E foi exatamente nesse enredo que ele foi se envolvendo cada vez mais. Durante o dia, ele era o publicitário, mas a noite era o Zé que de boteco em boteco fazia sempre suas paradas e isso era motivo para muitas cantorias.
“O samba tem uma coisa muito boa que é a mesa do bar”. A boemia sempre nos inspira. E de conversa em conversa, sempre saía uma nova letra. Até que um dia, uma delas vazou e saiu sambando por aí e se achou na voz de um intérprete em rede nacional. Foi assim que as pessoas começaram a conhecer o Zé Nívio compositor de samba. E isso, anos depois, ainda me enche de alegria pois recentemente uma grande amiga me falou que seu filho estava cantando a música no banho e ela perguntou se ele sabia quem era o autor.Ele respondeu sem dúvida: meu padrinho Zé Nívio. O tempo passou e a música ainda é tema de muitos apaixonados.”

Dessa sua paixão entra em sua história um novo personagem, o pequeno Marcos Vinícius, fruto da sua união com Sandra sua terceira esposa. O pequeno amoleceu ainda mais o coração do sambista, que passou a criar muito mais como publicitário, para sustentar as necessidades do filho e muitas outras composições para transbordar a felicidade sentida pelo orgulho de ser pai e as comemorações pelo seu círculo de amizades, que cada vez crescia mais.
Márcia Nicolau

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