Montagem em foto por Márcia Nicolau
Desejo de voar entre as montanhas e escorregar nos verdes vales, sentindo a brisa suave delicadamente acariciar o rosto. A paisagem é tão fascinante que somos transportados para um universo paralelo no qual a imaginação é guia nesse passeio pelas suas cachoeiras, para observar suas flores e se aventurar em escaladas, voo livre, trilhas, pesca esportiva, passeios de bicicleta, rapel ou apenas sentar e apreciar o movimento da vida, lá de cima, de onde se pode tocar no céu, respirar e se inspirar!
É nesse cenário cercado de lendas, “causos” e histórias que encontramos Ditinho Joana, um ser humano ímpar, tímido, mas quando começa a falar, desenrola um carretel de estórias. Simplicidade é sua principal característica. Homem da terra, do campo, um poeta da vida.
As transformações são os registros esculpidos de suas mãos. Ele desenha momentos vividos, risos, abraços, fortes olhares e vai lapidando detalhe por detalhe, minuto a minuto, dias após dias e assim passam-se meses na construção do cenário da obra. E como um passe de mágica, podemos ver uma verdadeira obra-prima desabrochar de antigos galhos secos e troncos.
A total vivacidade da obra é resultado das vivências do seu criador. Ao mesmo tempo que em sua história há a prova de que a arte mora na simplicidade e na pureza da natureza humana. São crianças correndo na rua atrás da bola, o retorno para casa no fim da tarde nas costas do pai. O sapateiro, a festa, o conserto do caminhão, obras que possuem estórias e elas são contadas vagarosamente, com sotaque tipicamente mineiro, desse paulista a cada novo amigo que entra em seu ateliê.
Ao se auto definir ele é claro:
Márcia Nicolau


Continua amanhã.....
ResponderExcluirComo tudo isso desabrochou....